
"Oias!"
Hoje gostaria de abordar um tema polémico que já aqui foi referido pelo nosso caro e estimado Sr. Pirilau. Se já tiveram oportunidade de passar os olhos pelos restantes posts sabem que me refiro à questão da luta entre quem chega e quem já cá está. Creio que todos nós, sejamos velhos ou novos, já sentimos algo semelhante à revolta demonstrada pelo autor do Sr. Pirilau.
Um antigo professor disse-me que esta disputa entre velhos e novos era resultado da conquista da economia sobre todos os outros valores existentes na nossa sociedade pois para economia não há lugar para o que não consome nem para o que não produz. No meu entender não podemos ser assim tão lineares. Ainda que a segunda premissa seja verdadeira, esta não explica, pelo menos de forma satisfatória, a existência deste conflito em meios como o a natureza. Por outras palavras, como é que a economia explica que os novos se revoltem contra os velhos no reino animal? Para mim este é um problema que se revela "natural", isto é, comum quase todas as espécies, partilhado pelo ser humano enquanto este é, até ao momento, incapaz de remover todas as condicionantes impostas pela natureza.
Os novos acham sempre que os velhos não servem para nada, que o seu conhecimento é obsoleto, são um entrave, um impedimento, um estorvo ao mundo que deve ser deles. Os velhos acham sempre que sem eles, os novos simplesmente não existiam e como tal devem respeito a quem possui o conhecimento da experiência que os novos carecem. Quem está certo no meio de tudo isto? Para mim os dois.
Considero ser irónico que nas sociedades que hoje em dia designamos de "primitivas" existisse uma harmonia entre o novo e o velho. Casos como as tribos indígenas ou mesmo a pólis grega revelam a extrema utilidade política e social que resulta da concordância entre as pessoas independentemente da sua idade. A meu ver quer o velho que o novo têm lugar neste mundo, o velho não quer necessariamente dizer ultrapassado da mesma forma que o novo não representa por si só uma melhoria. Para mim o que falta a toda esta gente que se deixa levar pelas emoções negativas é simplesmente consciência. Consciência de que embora sejam novos hoje, um dia serão eles os velhos. Consciência de que outrora foram jovens e como tal também se depararam com os mesmos desafios que os jovens de hoje em dia.
Com isto termino, espero que não tenha sido demasiado maçador. Se o tiver sido....azar, criem o vosso próprio blogue e façam melhor. Depois deixem link aqui que a malta vai lá ler o que de interessante que tenham para dizer.
Abraço e até qualquer dia.
Um antigo professor disse-me que esta disputa entre velhos e novos era resultado da conquista da economia sobre todos os outros valores existentes na nossa sociedade pois para economia não há lugar para o que não consome nem para o que não produz. No meu entender não podemos ser assim tão lineares. Ainda que a segunda premissa seja verdadeira, esta não explica, pelo menos de forma satisfatória, a existência deste conflito em meios como o a natureza. Por outras palavras, como é que a economia explica que os novos se revoltem contra os velhos no reino animal? Para mim este é um problema que se revela "natural", isto é, comum quase todas as espécies, partilhado pelo ser humano enquanto este é, até ao momento, incapaz de remover todas as condicionantes impostas pela natureza.
Os novos acham sempre que os velhos não servem para nada, que o seu conhecimento é obsoleto, são um entrave, um impedimento, um estorvo ao mundo que deve ser deles. Os velhos acham sempre que sem eles, os novos simplesmente não existiam e como tal devem respeito a quem possui o conhecimento da experiência que os novos carecem. Quem está certo no meio de tudo isto? Para mim os dois.
Considero ser irónico que nas sociedades que hoje em dia designamos de "primitivas" existisse uma harmonia entre o novo e o velho. Casos como as tribos indígenas ou mesmo a pólis grega revelam a extrema utilidade política e social que resulta da concordância entre as pessoas independentemente da sua idade. A meu ver quer o velho que o novo têm lugar neste mundo, o velho não quer necessariamente dizer ultrapassado da mesma forma que o novo não representa por si só uma melhoria. Para mim o que falta a toda esta gente que se deixa levar pelas emoções negativas é simplesmente consciência. Consciência de que embora sejam novos hoje, um dia serão eles os velhos. Consciência de que outrora foram jovens e como tal também se depararam com os mesmos desafios que os jovens de hoje em dia.
Com isto termino, espero que não tenha sido demasiado maçador. Se o tiver sido....azar, criem o vosso próprio blogue e façam melhor. Depois deixem link aqui que a malta vai lá ler o que de interessante que tenham para dizer.
Abraço e até qualquer dia.
